quinta-feira, 8 de julho de 2010

Deveria esquecer, mas o coração ainda não me permitiu.


      Muitas vezes, penso em sumir daqui. E esse sentimento me possui. Fecho os olhos e tento imaginar como seria essa aventura: Eu correria pra bem longe. Fugiria de toda essa nostalgia que me possui. Iria pra um lugar onde essas lembranças não me atormentariam tanto. Um lugar tão lindo, de tanta paz! Mas algo me puxa de volta: Querida imaginação, desculpe-me por atrapalhar seu momento de devaneio, mas a realidade me chama, e não há mais lugar pra você aqui. Dê o fora!
       Começou no dia 12 de Julho, quando eu estava com uns amigos no clube no qual tínhamos combinado e um amigo me apresentou um garoto. Ele era alto. Seu cabelo era castanho escuro, e olhos, cor de mel. O cumprimentei. Ricardo era seu nome. Eu me sentia toda desconsertada. Ele me despertou uma curiosidade imensa. Quem era ele? Eu queria saber mais. 
       Todos se divertiam muito, mas ele preferia ficar no seu canto. Não se enturmava facilmente. Fui até ele. Nossa, como ele era lindo! E ao contrário de muitos garotos ali presentes, ele demonstrava maturidade. Era inteligente e bom de papo. Talvez seja o motivo dele se separar da galera.
      Depois daquele dia, mantivemos contato. Nos encontramos algumas vezes, e foi surpreendentemente agradável. Meu Deus, eu estava apaixonada! Nunca tinha ficado assim antes, mas era incontrolável. 
      Passado alguns meses, ele sumiu. Não me ligava, não mandava notícias. Fui atrás dele, nos lugares que costumávamos marcar, ia todo dia.Um desses dias, ele apareceu. Sua face de espanto dava a entender que minha presença não era agradável. Não entendi o motivo. 
      Quando o vi, quis saber se tinha acontecido algo. Ele exitou em responder por alguns momentos. Ele parecia frio, mas franco. Finalmente ele soltou, e foi como um bombardeio: "Se eu não te procurei era porque eu não te queria. Não é hora pra ter um relacionamento sério. Se fosse pra ficar com você, sei que não poderia se não fosse assim. Não posso me sujeitar a esse sentimento. Foi bom enquanto durou. Mas você não é o suficiente pra mim!" Ele virou as costas, e saiu.
      Sinceramente, eu preferia continuar na angústia de não encontrá-lo do que estar ali para ouvir tudo aquilo. Enquanto ele falava, minha cabeça girava, e eu não conseguia acreditar naquilo. Fiquei apenas o observando. Aquelas palavras me atingiram em cheio. "Eu te amo, seu idiota." sussurei.
       Me recordo tão bem de cada detalhe da nossa história, que chego a me condenar por não saber apreciá-la. Por que, meu Deus, uma relação que parecia tão forte e tão bonita acabaria assim? Não faz sentido! Aliás, nunca fez.
       Agora que escrevo, já se passaram seis meses do acontecido. Ainda guardo feridas dessa história. Eu ainda amo aquele inútil! Espero minhas feridas cicatrizarem. Sei que esse é um passado que deve ser esquecido, ele não merece o que eu sinto por ele, mas meu coração não me deixa apagá-lo assim. Querito leitor, prometo que ainda vou me recuperar. 

Texto 100% fictício, pauta para o projeto Bloínques Edição Conto e História.

To muito feliz pelos comentários! É o que me motiva a escrever cada vez mais. Obrigada! *-*


               
      

Um comentário:

  1. Esse tipo de hitória acontece o tempo todo! A maioria das garotas já ficaram desiludidas pis amaram de mais e esse amor não foi correspondido! E esse tipo de ferida demora para sarar, pois, o amor é um senrimento difícil de não acontecer!

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