domingo, 5 de setembro de 2010

Tempestade interna.


Chovia forte. Ela não se importava. Uma tempestade ainda mais voraz a inundava por dentro. Enquanto as lágrimas se misturavam com as gotas de chuva que atingiam sua face, seus sentimentos se difundiam com a dor da escuridão. Os trovões gritavam por ela. Os relâmpagos mostravam que, de alguma forma, ainda existia luz por ali. O forte vento que lhe feria a face e arrastava tudo que havia a sua volta, fazia o que outrora ela quisera e não tivera forças o suficiente para fazer. Mas a lua ali permanecia, intacta, no céu. A dor também. Dali ela fazia o seu refúgio, e ali mesmo permaneceria por  longas horas enquanto as lágrimas de chuva não cessassem, as dores não se distinguissem e a tempestade tivesse um fim. Ao amanhecer, logo o dia a traria uma trégua da solidão. Uma última esperança!

3 comentários:

  1. Ficou lindo, as vezes é assim como me sinto, tudo como me sinto.

    Seguirei!

    http://www.borboletasarianas.blogspot.com/

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  2. lindo como todos os outros texto q vc escreve.So vc consegui transformar os sentimentos em palavras fazendo textos tao lindos.
    Parabens continue assim amiga beijos

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